quarta-feira, 26 de novembro de 2014

25 de Novembro - Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres


Não deixa de ser revoltante. Um dia assinalado, em Portugal cerca de 40 mulheres são assassinadas pelos maridos/companheiros/namorados. Mas há muito para além da violência física, há todo um conjunto de  atitudes e comportamentos que também são violência. Uma delas a violência verbal, tortura psicológica, a diminuição do outro, a humilhação, o controlo, as ameaças e as ofensas.
Neste dia todas as acções são poucas pois ainda há homens que nem ouviram sequer falar deste tipo de campanhas, campanhas essas que ainda lhes são indiferentes, não lhes diz nada, nada os toca. Está demasiado enraizado.
Digo-o na primeira pessoa, infelizmente. Há muitas razões que levam a mulher a não ter a força de se "levantar e agir", de agir em prol da sua integridade enquanto ser humano digno de viver em condições e com respeito. Não se trata de não ter amor próprio, não se trata de não ser capaz, mas porque se viu demasiadas vezes diminuida que as suas forças foram absolutamente sugadas por um monstro muitas vezes verbal. Em que nada do que é ou faz é digno de ser valorizado, mas sim um dever ou obrigação sua. Este dia deveria ser uma "vitória", não "comemorá-lo" com mais sessões de violência verbal e física. Que nos suprimem, sufocam, aterrorizam e sugam de tal forma que parecemos um boneco de ar, que perdeu todo o seu fôlego. Como pode alguém ter forças, como se pode erguer de queixo levantado quando ainda a culpam de tudo, pois a culpa nunca é do "agressor", é sempre de quem sofre com as suas atitudes e comportamento.
Como se pode dar ar, vida, coragem, FORÇA para que se consigam levantar absolutamente sugadas?!
É de valorizar quem tenta ajudar, quem impede, quem dá força e apoio a quem passa por isto. No entanto, ainda está por ser descoberta a fórmula "mágica" que possibilite dar um pouco de ar a quem o perdeu. Querer respirar e não conseguir, tentar outra e outra vez mas nem conseguir sequer falar. Há dores que doem mais que as marcas visíveis no corpo..são as que são trespassadas ao coração e alma..feridas essas que podem nunca sarar.
Por hoje, fica o desabafo. Melhores dias virão, certamente!








Até já,

a Super M

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Calafrios em tons de cinzento

Às vezes dou por mim a pensar na vida..a sentir aquele calafrio veias acima, por todo o corpo... aquele bater de asas não somente na barriga, mas em todo o corpo. Questionamo-nos se da outra parte existe algo assim... Um barulho ensurdecedor que trespassa a pele e os ossos, fazendo tremer aquele pequeno mas poderoso  coração, invadindo, como se se tratasse de uma batalha, o nosso pensamento como tanques de guerra!
É tão bom sentirmo-nos apaixonados.. andamos tão mais alegres, com um sorriso natural, um brilho natural! Que razões levam a que o tempo acabe por moldar essa paixão e a transforme numa espécie de insensibilidade misturada com uma amizade "básica" natural? Porque há os homens que conseguem manter essa chama acesa com flores, surpresas e mimos às mulheres e outros que, simplesmente, acham que essas coisas são só "típicas" de início de namoro?
Por inúmeras vezes, alguém muito especial me disse que não se pode viver a preto e branco, que há inúmeras escalas de cinzentos que devem ser descobertos, explorados e vividos. Sem antecipações, sem questões, simplesmente viver e gozá-los! Sabes, tinhas toda a razão, mas por vezes é difícil vislumbrar essa escala!
Há homens que sabem colocar a mulher num pedestal, outros que a mimam e amam de tal forma apaixonada que até nos pequenos detalhes a mulher se sente especial! Ah, como é bom ter quem nos faça sentir especiais! Um elogio, um carinho, uma surpresa, um mimo, porque cada dia como como tal...há que vivê-lo! E como é tão bom sentir calafrios estremecedores de alma! Que mais não seja, idilicamente!
Uma romântica. por defeito, ou não..








Até já,

a Super M

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Dias desperdiçados

Todos os dias são desperdiçados. 
Ocupamo-nos com o trabalho, com as lides domésticas, com os filhos e idas ao supermercados. Deixamo-nos para último, não apreciamos o sol, o cantar de um pássaro, até mesmo o frio que nos trespassa e gela os ossos. Estamos vivos. Será que damos mesmo por isso, será que somos agradecidos o suficiente por estarmos "aqui" e "agora", por não termos uma doença incurável, uma infindável lista de exames e idas ao médico com um medo incalculável de haver algo errado com "aquele" resultado que pode ser determinante? Dizemos "obrigado", "por favor", sorrimos para os outros? 
Já se depararam com alguém que, num dia em que estamos mais em baixo, nos sorri ao abrir uma porta ou a servir um café? E como isso nos chega ao coração e alegra? Quantos, sim quantos de nós, não ligamos a isso? Com quantas pessoas nos cruzamos diariamente e nem sorrimos pois estamos chateados com uma coisa sem jeito nenhum? Se calhar algumas delas precisavam do nosso sorriso. Nós podíamos, efectivamente, mudar algo. 
Será que nos apercebemos destes pequenos pormenores?! Certamente não! 
Hoje, aqui e agora, o facto de estarem a ler isto, obrigada! E sorriam! Até porque hoje é sexta-feira! ;)


Até já,

a Super M

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Hoje é dia de...criar o meu blog!

Após uns tempos de muita meditação sobre o assunto, decidi levar a cabo este desafio de poder partilhar algumas experiências, crónicas, pensamentos, etc convosco. Não foi uma decisão fácil! Arranjar um espaço no corre-corre diário para vos poder dedicar toda a minha atenção. Mas hoje foi O dia! 

Sejam todos bem vindos a este espaço! Vamos dar asas à imaginação e fazer disto algo grande! 
O meu muito obrigada à minha Dé pela força e a todos vós que, aos poucos, começarão a fazer parte deste meu mundo!


Até já,

a Super M